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Joffran Guilherme da Silva é formado em economia e futebol, pós-graduado em finanças empresariais, gestão de pessoas, psicologia do esporte e mestre em administração. Professor da graduação e pós-graduação, com cursos nas áreas financeiras, contabilidade, economia, planejamento, comportamento, gestão de desempenho, marketing, tecnologia e futebol.

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23/07/2012 às 14:36:00

Avaí e Figueira devem se unir por Arena Florianópolis


Atlético e Coritiba teriam um estádio para mandar os seus jogos. “Terão dois investimentos para serem amortizados e para dividir o uso (do estádio) pela metade”, disse o ex-presidente do Atlético, Petraglia


Desde que a FIFA passou a escolher as cidades sedes para a Copa do Mundo no Brasil em 2014, a cidade de Florianópolis vem se movimentando para ter um estádio de futebol novo. Naquela época, o Figueirense tentou viabilizar um projeto novo para a Copa, mas os projetos escolhidos foram outros. Nesse tempo, o clube alvinegro se organizou e está tentando construir a sua própria Arena de Futebol, já contextualizada aos padrões modernos, com previsão de retorno sobre o investimento e uma capacidade maior do que do seu atual estádio.

Quando vejo uma notícia como essa, fico feliz por um lado, porque percebo que o clube está trabalhando bastante para ter o seu estádio novo e mais confortável para os seus torcedores. Por outro lado, não consigo enxergar essa nova Arena só para o Figueirense. Não que ele não mereça, mas não acredito que uma cidade pequena como Florianópolis comporte um estádio para cada clube. Economicamente é muito mais viável ter um estádio para os dois times, nesse caso, Avaí e Figueirense.

Às vezes penso que o futebol brasileiro anda na contramão. Ao invés de nos ajudarmos para crescermos juntos, não, fazemos ao contrário, caminhamos sozinhos e nos perdemos lá na frente. Em 2009, Mário Celso Petraglia, atual presidente do Clube Atlético Paranaense, propôs que Atlético e Coritiba terminassem de construir a Arena ATLETIBA*, atual Arena da Baixada.

A rivalidade dentro de campo estendeu-se para fora e nada aconteceu. Petraglia ainda reforçou em sua matéria que a Alianz Arena, na Alemanha, pertence ao TSV 1860 Munique e ao Bayer de Munique, dois times da mesma cidade. Bons exemplos que deram certo na Europa e que podem dar certo no Brasil, mas os clubes brasileiros são muito resistentes a desenvolver projetos em conjunto com rivais.

Outros exemplos de cidades pequenas nos fazem refletir também. Caxias do Sul tem dois clubes e dois estádios de futebol. Caxias e Juventude têm os estádios Centenário e Alfredo Jaconi, respectivamente. O Juventude não está mais figurando entre os maiores clubes do Brasil, porque hoje está jogando a Série D do Campeonato Brasileiro. O Caxias está um pouco melhor, na Série C. Porém ambos estão dividindo forças.

Se vocês pararem pra pensar, Flamengo e Corinthians, depois de mais de 100 anos, ainda não têm estádio próprios. Ganharam títulos importantes em suas histórias, mas jogaram em estádios de terceiros, ou da prefeitura ou de um clube rival. Agora, depois de muitos anos, o Corinthians resolveu investir em um estádio próprio. Porém o Flamengo não está muito preocupado com isso. Os clubes com as duas maiores torcidas do Brasil se preocuparam nos últimos 100 anos em massificar a sua marca, por isso deixaram os tijolos de lado.

Será que esses exemplos são suficientes para mostrar para Avaí e Figueirense que uma Arena para os dois clubes é a solução?

Eu afirmo: se Avaí e Figueirense já conversaram sobre esse assunto e não chegaram a uma conclusão é porque não analisaram todas as alternativas possíveis. Conversem mais um pouco.

Enquete: Você aprovaria uma união de Avaí e Figueirense para construir uma Arena em Florianópolis?


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