Figueira registrou o maior público
Foto: Marco Dutra / Arte: FutebolSC.com
E o Campeonato Catarinense chegou ao fim. Após três meses e meio de competição, 22 rodadas e 96 jogos, 386.071 pagantes compareceram aos 10 estádios dos representantes catarinenses na competição, segundo a Federação Catarinense de Futebol (FCF), o que corresponde a uma média de 4.021,57 por jogo.
No primeiro turno, houve um registro de 135.259 pagantes nos estádios, em todas as 45 partidas, gerando uma média de 3.005,76. Com o mesmo número de jogos, o segundo turno apresentou um total de 178.478 e média de 3.996,18, o que corresponde a um aumento em cerca de 32% de presença. Contando apenas os seis jogos do mata-mata, houve um total de 72.334, com média de 12.055,67.
Vice em campo, campeão nas arquibancadas
Não ganhou no campo, mas ganhou na arquibancada. Esse foi o traço do Figueirense no campeonato. Após 11 partidas dentro de seus domínios, sendo dois clássicos e dois confrontos de mata-mata, o Orlando Scarpelli recebeu um público total de 101.194, o equivalente a 26% da presença de torcida em todos os estádios. Com isso, o Furacão terminou com a melhor média de público dentre os 10 do estadual, com 9.199,45 pagantes por partida. Contando apenas os jogos da primeira fase, onde conquistou os dois turnos, a média ficou em 8.090,67, atrás do Joinville.

Torcida alvinegra foi a campeã em público (Foto: Marco Dutra)
Nem a derrota no primeiro jogo para o Avaí por 3 a 0 impediu o maior público do Campeonato. Na grande decisão, 16.994 pagantes compareceram ao Orlando Scarpelli, com cerca de 2.100 na torcida visitante. O Furacão ainda detém o terceiro, o quinto e o décimo maior público, todos contra Avaí ou Joinville. Além disso, o time detém a maior invasão fora da cidade, com cerca de 2.300 alvinegros contra o Camboriú, no jogo que garantiu o título do turno à equipe de Florianópolis.
Honrando a maior cidade do Estado
Torcida mais presente do campeonato até a última partida, o Joinville foi o campeão moral de públicos e fez jus ao time da maior cidade do Estado. Mesmo sem clássicos e com apenas um mata-mata, a Arena recebeu 89.970 pagantes em 10 partidas, com uma média de 8.997. Além disso, o JEC só foi superado em médias pelo Figueirense após as duas rodadas em que houve o clássico no Scarpelli. Até a sexta rodada, quando conquistou a sua primeira vitória, o Tricolor tinha uma média de 7.391, maior que a do campeão estadual no campeonato inteiro.

JEC ficou em segundo na média de público (Foto: Zilmo Nunes)
Contando todas as rodadas em que jogou em casa, a torcida só não teve a maior presença quando houve o clássico no Scarpelli, na sétima partida do returno. Além disso, a Arena apresentou quatro dos 10 maiores públicos do campeonato. O maior público da equipe foi na semifinal contra o Figueirense, com 14.093 pagantes, a quarta melhor presença, atrás apenas dos dois clássicos da final e do returno no Scarpelli.
Troca de técnico e retorno à Ressacada
Vindo de rebaixamento, o futuro campeão estadual não conquistou a torcida nos primeiros jogos. Mesmo com cinco vitórias seguidas no início do campeonato, o time de Mauro Ovelha ainda não inspirava confiança e registrou várias marcas negativas, com uma média 3.516 por partida e o pior público de Florianópolis dos últimos quatro anos, com 1.514 contra o Marcílio Dias.

Efeito Hemerson Maria aumentou média do Avaí (Foto: Marco Dutra)
Com a chegada do técnico Hemerson Maria e a reviravolta do time, que não perdeu com o novo treinador, a torcida avaiana retornou aos estádios e, sob o seu comando, registrou uma média de 10.213 em três jogos, contando as semifinais e a final. No total, o Avaí ficou em terceiro em médias de público, com 5.342,55, conseguindo superar o Criciúma graças à decisão na Ressacada. O clássico registrou 15.102 pagantes, com aproximadamente 1.800 alvinegros, e foi o segundo maior público da competição.
Campanha apática, mas média positiva
Como na Série B do ano passado, a torcida do Criciúma mostrou-se fiel na maioria dos jogos, com pouca diferença entre os públicos. Com um time limitado, que demorou a engrenar e tomou um banho de água fria na eliminação da Copa do Brasil em sua melhor época da competição, o Tigre recebeu uma presença de 44.985 pagantes, com uma média de 4.998,33.

Torcida do Criciúma teve presença regular (Foto: Daniel Búrigo)
O maior público da equipe foi na sexta rodada do returno, quando 8.166 pagantes assistiram a vitória por 2 a 0 diante do Figueirense. O menor foi no empate em 2 a 2 contra o Marcílio Dias, pela quinta rodada do turno, com 2.744.
Regularidade nas tardes de domingo
Com a presença positiva mais regular do campeonato, a torcida da Chapecoense registrou um público total de 39.880 nos 10 jogos realizados na Arena Condá, o equivalente a uma média de 3.988. Excluindo a partida semifinal, quando registrou 7.137 pagantes, apenas dois dos nove jogos não ficaram entre a margem de 3.000 e 4.500. Contra o Figueirense, foram 5.175 e contra o Marcílio Dias, 2.384. A diferença de médias entre os dois turnos também foi pequena, com 3.883,75 do primeiro contra 3.441,60 do segundo, uma queda de 12%, maior apenas que a do Brusque, com 7% negativo.

Torcida da Chape gosta de jogos aos domingos (Foto: Cristiano Andujar)
Curiosamente, a Chapecoense foi a equipe que mais jogou no domingo à tarde. Contando as 10 partidas, apenas o jogo contra o Joinville foi realizado no meio de semana e apenas o confronto contra o Marcílio ocorreu no domingo à noite. As oito demais partidas ocorreram ou às 16h ou às 17h, conforme o horário de verão.
Líder do Vale em campo e em médias
Com uma campanha surpreendentemente positiva no Catarinense, que levou o time à Série D, o Metropolitano não decepcionou nos públicos. Após nove partidas e o quinto lugar na competição, batendo na trave no quadrangular, o Verdão recebeu uma presença de 24.355 pagantes, o que corresponde a uma média de 2706,11 por partida. O maior público da equipe foi na quarta rodada do returno, com 4.471 pagantes, que assistiram à goleada do Figueirense por 4 a 0.

Torcida do Metrô compareceu na boa campanha (Foto: Divulgação CAM)
Caçulinha com mil de média e ajudinha da Capital
Com a segunda cidade menos populosa do estadual e com apenas nove anos de existência, o caçulinha Camboriú não decepcionou e terminou o campeonato com média de 1.024,90 por partida, totalizando um público de 9.224, superando os tradicionais Atlético de Ibirama, Marcílio Dias e Brusque. Os dois maiores públicos, contudo, foram nas duas partidas contra as equipes de Florianópolis. Contra o Figueirense, foram 3.300, sendo aproximadamente 2.300 alvinegros. Contra o Avaí, foram 1.248, com cerca de 400 avaianos. Essas foram as duas únicas vezes que o público no Robertão superou a marca de 1.000 pagantes.

Camboriú teve dois jogos com mais de mil pagantes (Foto: Adriano Assis)
Do caldeirão da Baixada à diáspora grená
Considerado uns dos locais mais difíceis de se jogar para os visitantes, a torcida do Atlético de Ibirama marcou presença no primeiro turno, registrando um total de 5.829 e média de 1.165 por partida, em uma cidade com pouco mais de 17 mil habitantes. No segundo turno, contudo, houve a maior queda do campeonato, com uma média de somente 460 por partida, o que representa um déficit de 61% na presença de público. O caldeirão esvaziou e o Atlético se despediu do campeonato sem a vaga na Série D, com um total de público de 7.669 e média de 852,11.
Tradição rubro-anil, lanterna e arquibancadas vazias
Time mais antigo da primeira divisão de 2012 e campeão catarinense de 1963, o Marcílio Dias não fez jus à sua tradição e voltou à segunda divisão após dois anos, amargando a incômoda última colocação. A campanha refletiu drasticamente nos públicos que caíam a cada rodada que passava, passando de 1.359 na estreia contra o Joinville para 292 na despedida contra o Brusque. Contando os nove jogos, o Marcílio registrou total de público de 6.946 e média de 771,78.
Crise esperada e Augusto Bauer abandonado
Crise na diretoria, mau planejamento e rebaixamento iminente. Todos esses fatores levaram ao Brusque a conquista das piores marcas de público do estadual de 2012. Com nove rodadas, o Quadricolor levou ao estádio apenas 3.261 pagantes, com uma média de 362,33; praticamente metade dos valores do vice-lanterna Marcílio Dias. O Augusto Bauer também tem o registro de quatro dos cinco piores públicos do campeonato e seis dos dez piores. O duelo regional entre Brusque e Marcílio no turno levou apenas 203 ao estádio, a pior marca da competição.