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23/07/2012 às 00:20:00

Adilson Batista vê divergências internas e não assina contrato

Presidência acertou com o técnico, mas investidores não aceitaram a sua condição de trabalho


Adilson Batista veio a Florianópolis pronto para assinar o contrato, mas foi em vão
Foto: Lucas Uebel/VIPCOMM
Já estava tudo acertado entre o técnico Adilson Batista e a diretoria do Figueirense. Ele, inclusive, veio a Florianópolis neste domingo para assinar o contrato e ser anunciado oficialmente após o jogo contra o São Paulo. No entanto, a viagem do treinador foi embalde. Divergências com parceiros do clube fizeram Adilson não assinar o contrato. A proposta dos parceiros não bateu com o que a diretoria havia conversado com o técnico.

O acerto financeiro ocorreu. A promessa de autonomia para comandar o Figueirense também. Mas, ao chegar a Florianópolis e conhecer mais a fundo as ideias de pessoas ligadas ao clube, que interferem diretamente no departamento de futebol, Adilson Batista preferiu continuar no seu sossego em Curitiba, onde tem residência.

Entenda o caso


Fontes ligadas à diretoria do Figueirense deram como certa a contratação de Adilson Batista na noite de sábado. Restava apenas a assinatura do contrato para o anúncio oficial. Ele assinaria o contrato e na segunda-feira seria apresentado para estrear na quarta, diante do Internacional.

A volta do técnico que salvou o clube do rebaixamento em 2005 era um desejo da presidência do Figueirense e vinha sendo tratada desde a saída de Jorginho, no final do ano passado. Entretanto, existe uma forte “queda-de-braço” entre a cúpula alvinegra e os parceiros que são responsáveis por boa parte do investimento que é feito no departamento de futebol do Figueirense. Alguns parceiros relutaram à ideia de que Adilson e a sua comissão técnica tivessem total autonomia para trabalhar, que era uma das principais condições do treinador para assinar o contrato.

Sem o apoio dos parceiros, a presidência não viu outra alternativa a não ser desistir da negociação. A vinda de Adilson poderia causar um rompimento com os investidores e colocar em risco as finanças do clube, que está comprometido com o pagamento de salários altos a muitos jogadores, especialmente ao atacante Loco Abreu, que foi contratado recentemente por empréstimo do Botafogo e vai receber mais de R$ 200 mil por mês.





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